La participación de los afrodescendientes en el Ministerio de Relaciones Exteriores en Brasil / The participation of Afrodescendents at the Ministry of Foreign Affairs in Brazil

Mónica Velasco Molina

Resumen


Los afrodescendientes en Brasil representan más de la mitad de la población total del país. Sin embargo, se encuentran subrepresentados en los diferentes órdenes del gobierno. El presente documento tiene el interés de mostrar cómo ha sido la incorporación del negro y pardo en uno de los ministerios tradicionalmente excluyentes de este sector de la población, como es el caso del de Relaciones Exteriores. Para ello, se hace un recorrido desde el nombramiento del primer embajador negro, Raymundo Souza Dantas, y sus desavenencias en este ministerio, pasando por la coyuntura que comenzó con la movilización de la sociedad brasileña, en general, y de los movimientos negros, en particular, hacia la transición a la democracia que permitió que temas como la discriminación comenzaran a ser abiertamente debatidos, hasta la implementación de acciones afirmativas en el Itamaraty, sus alcances, obstáculos y retos.

Palabras clave


Acciones afirmativas; discriminación; movimientos negros; Itamaraty; Brasil

Texto completo:

PDF

Referencias


Ai Camp, R. (2006). Las élites del poder en México. Ciudad de México: Siglo XXI.

Alberti, V. y Pereira, A. A. (2007). História do movimento negro no Brasil. Depoimentos ao CPDOC. Río de Janeiro, Brasil: Pallas.

Albuquerque e Silva, S. J. (2008). Combate ao racismo. Brasilia, Brasil: Fundação Alexander de Gusmão.

Albuquerque, W. y Fraga Filho, W. (2006). Uma história do negro no Brasil. Salvador, Brasil: Centro de Estudos Afro Orientales/Fundação Cultural Palmares

Alves Rodrigues Lima, V. L. (2005). A inserção do negro na carreira de diplomata: Ação afirmativa para o Instituto Rio Branco (Tesis de maestria, Universidad Federal de Río de Janeiro, Río de Janeiro, Brasil).

Amorim, C. (2005). Discurso por ocasião da sessão de abertura do Painel Internacional “Ações afirmativas e objetivos do milênio”. [Discurso] Recuperado de http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/discursos-artigos-e-entrevistas/ministro-das-relacoes-exteriores-discursos/7750-palavras-do-ministro-das-relacoes-exteriores-embaixador-celso-amorim-na-sessao-de-abertura-do-painel-internacional-acoes-afirmativas-e-objetivos-do-milenio

Azevedo, C. M. M. (2004). Onda Negra, Medo Branco. O negro no imaginário das elites século XIX. São Paulo, Brasil: Annablume.

Carvalho, L. (2016, 13 de agosto). Afroconveniência. Candidato tenta entrar no Itamaraty por meio das cotas, é barrado, mas consegue liminar. Metrópoles / Distrito Federal. Recuperado de www.metropoles.com/distrito-federal/afroconveniencia-candidato-tenta-entrar-no-itamaraty-por-meio-das-cotas-e-barrado-mas-consegue-liminar

Cavallini, M. (2013). Instituto Rio Branco abre concurso para diplomatas. G1.Globo. Recuperado de http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2013/06/vagas-para-diplomata-caem-e-disputa-cresce-veja-graduacoes-que-passam.html

Celis-Giraldo, J. E. (2009). Las acciones afirmativas en educación superior: el caso de los Estados Unidos. Educación y Educadores, 12(2), 103-117. Recuperado de http://educacionyeducadores.unisabana.edu.co/index.php/eye/article/view/1488

Costa, H. (1948). Queremos estudar. Quilombo. Vida, problemas e aspirações do Negro, 1, 4.

Couty, L. (1881). L’esclavage au Brésil. París, Francia: Guillaumin.

Da Costa Franco, A. (Org.). (2007). Documentos da política externa independente. Brasilia, Brasil: Fundação Alexander de Gusmão, Centro de História e Documentação Diplomática.

De la Serna Herrera, J. M. (1994). Los afronorteamericanos (Historia y destino). Ciudad de México: Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora.

De Oliveira Castro, F. M. (2009). 1808-2008. Dois séculos de história da organização do Itamaraty. Brasília, Brasil: Fundação Alexandre de Gusmão.

Dianni, C. (2005, 22 de enero). To be or not to be: Inglês limitado é ação afirmativa, diz Amorim. Folha de São Paulo. Recuperado de http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2201200509.htm

Dias Silva, T. y Marques da Silva, J. (2014). Nota técnica. Reserva de vagas para negros em concursos públicos: uma análise a partir do Projeto de Lei 6.738/2013. Recuperado de http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/140211_notatecnicadisoc17.pdf.pdf

Driscoll, B. (2013). Cortando las cabezas de Hidra: el persistente ataque conservador a la política de Affirmative Action en los Estados Unidos. En M. Verea y S. Núñez G. (Coords.), Estados Unidos y Canadá: ¿signos conservadores hacia el siglo XXI? (pp. 129-159). Ciudad de México: UNAM-Centro de Investigaciones sobre América del Norte.

Durban. (2001). Declaración de la Conferencia Mundial contra el Racismo, la Discriminación Racial, la Xenofobia y las Formas Conexas de Intolerancia. Recuperado de http://www.un.org/es/events/pastevents/cmcr/durban_sp.pdf

Fanon, F. (2009). Los condenados de la Tierra (3a. ed.). Ciudad de México: Fondo de Cultura Económica.

Fellet, J. (2012, 21 de noviembre). A pesar de ação afirmativa, só 2,6% dos novos diplomatas são negros. BBC Brasil. Recuperado de www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/11/121120_itamaraty_acoes_afirmativas_jf.shtml

Fellet, J. (2014, 8 de mayo). Prova de selecão para diplomata revolta candidatos. BBC Brasil. Recuperado de http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/05/140505_itamaraty_selecao_diplomatas_pai_jf

Freyre, G. (1977). Casa Grande & Senzala. Formação da familia Brasileira sob o Regime da Economia Patriarcal. Río de Janeiro, Brasil: Editorial Olympo.

Freyre, G. (2004). Ordem e progesso. Processo de desintegração das sociedades patriarcal e semipatriarcal no Brasil sob o regime de trabalho livre: aspectos de um quase meio século de transição do trabalho escravo para o trabalho livre; e da monarquia para a república. São Paulo, Brasil: Global Editora.

Grunstein Dickter, A. (2005). Segregación y discriminación: el nacimiento de Jim Crow en el sur de los Estados Unidos. El Cotidiano, 134, 95-102.

Guimarães, A.S.A. (2002). Classes, Raças e Democracia. São Paulo, Brasil: Editora 34.

Guimarães, A. S. A. (2009). Racismo e antirracismo no Brasil. São Paulo, Brasil: Editora 34.

Guimarães Gomes, S. R. y Canário de Oliveira, M. (2015). Superação das discriminações por gênero e raça no Itamaraty. Revista da Associação dos Diplomatas Brasileiros, 89, 8-9. Recuperado de http://adb.org.br/wp-content/uploads/2016/08/ADB-89.pdf

Igreja, R. (2009). El proyecto de cuotas raciales y la afirmación del negro en Brasil. Nuevo Mundo Mundos Nuevos (Débats). Recuperado de http://nuevomundo.revues.org/57985

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (2011). Características étnico-raciais da população. Um estudo das categorias de classificação de cor ou raça 2008. Rio de Janeiro, Brasil: Autor.

Kehl, R. (1938). Bio-perspectivas. Dicionário Filosófico. Prefacio de Monteiro Lobato. São Paulo, Brasil: Livraria Francisco Alves.

Leys Stepan, N. (2005). A hora da Eugenía. Raça, gênero e nação na América Latina. Río de Janeiro, Brasil: Editora Fiocruz.

Lobato, M. (1979). O presidente negro. São Paulo, Brasil: Editora Brasiliense.

Lobo, T. (2013, 12 de octubre). ‘Não pode haver tribunal racial’, diz médico aprovado por cotas no Itamaraty. O Globo. Recuperado de http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/nao-pode-haver-tribunal-racial-diz-medico-aprovado-por-cotas-no-itamaraty-10341583#ixzz46TEIZBu8

Meira Penna, J. O. (2002). A diplomacia. Pompa e circunstância de gloriosa carreira [testimonio]. Recuperado de http://www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/22001-22002-1-PB.html

Moritz Schwarcz, L. (2008). O espetáculo das Raças. Cientistas, instituições e questão racial no Brasil 1870–1930. São Paulo, Brasil: Companhia das Letras.

Nabor, Jr. (2014). Em nome do Pai. O Menelick 2º Ato, 013, 53-61. Recuperado de https://omenelick2ato/docs/o_menelick_ed13_final_28_10_14_baix

Pereira, A. A. (2013). O mundo negro. Relações raciais e a constituição do movimento negro contemporâneo no Brasil. Río de Janeiro, Brasil: Pallas/FAPERJ.

Pinto, M. F. (2014). Tres décadas de brechas salariales por raza en Brasil. Un análisis más allá de la media. Buenos Aires, Argentina: Universidad Nacional de la Plata.

Petruccelli, J. L. y Saboia, A. L. (Org.). (2013). Características étnico-raciais da população. Classificações e identidades 2. Río de Janeiro, Brasil: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Quilombohoje. (Org.) (1998). Frente Negra Brasileira. Depoimentos. São Paulo, Brasil: Fundo Nacional da Cultura/Ministério da Cultura.

Reid Andrews, G. (1998). Negros e brancos em São Paulo (1888-1988). São Paulo, Brasil: EDUSC.

Reverbel, P. (2016, 12 de septiembre). Itamaraty excluí de concurso 47 candidatos autodeclarados negros. Folha de São Paulo. Recuperado de http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/09/1812385-itamaraty-exclui-de-concurso-47-candidatos-autodeclarados-negros.shtml

Rocha, J. (2011, 6 de enero). Benedicto Fonseca Filho, 47: Minha História. Folha de São Paulo. Recuperado de http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0601201107.htm

Rodrigues, A. (2013, 25 de octubre). Itamaraty diz que programa de bolsas para candidatos a diplomata tem resultado positivo. Repórter Agência Brasil. Recuperado de http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2013-10-25/itamaraty-diz-que-programa-de-bolsa-para-candidatos-diplomata-tem-resultado-positivo

Rodrigues, M. (2014, 9 de junio). Sancionada Lei de Cotas no serviço público. msreporter. Recuperado de www.msreporter.com.br/sanacionada-lei-de-cotas-no-servico-publico/

Santos Gomes, F. (2005). Negros e política (1888-1937). Rio de Janeiro, Brasil: Jorge Zahar Editor Ltda.

Secretaria de Políticas para as Mulheres/PR. (2013). Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça. Guía Operacional [documento]. Recuperado de http://www.spm.gov.br/sobre/a-secretaria/subsecretaria-de-articulacao-institucional-e-acoes-tematicas/pro-equidade/guia-operacional-programa-pro-equidade.pdf

Seoane, J., Tadei, E. y Algranati, C. (2006). Las nuevas configuraciones de los movimientos populares en América Latina. En A. Borón y G. Lechini, Política y movimientos sociales en un mundo hegemónico. Lecciones desde África, Asia y América Latina (pp. 227-250). Buenos Aires, Argentina: Clacso.

Souza, A. (2015, 7 de diciembre). MPF identifica fraude em sistema de cotas de concurso para diplomata. O Globo. Recuperado de http://oglobo.globo.com/brasil/mpf-identifica-fraude-em-sistema-de-cotas-de-concurso-para-diplomata-18239538

Souza Dantas, R. (1965). África difícil (Missão Condenada: Diário). Río de Janeiro, Brasil: Editôra Leitura, S.A.

Teixeira, M. (2014, 19 de abril). Profissionais negros são minoria no primeiro escalão do Executivo. Correio Braziliense. Recuperado de www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/04/19/interna_cidadesf.423803/profissionais-negros-sao-minoria-no-primeiro-escalao-do-executivo.shtml

Tavares Bastos, A. C. (1938). Cartas do solitário. São Paulo, Brasil: Companhia Editora Nacional.

Velasco Molina, M. (2016). Teorías y democracia raciales. La resignificación de la cultura negra en Brasil. Ciudad de México: CIALC-UNAM.

Verena, A. y Pereira, A. A. (2007). Histórias do movimento negro no Brasil. Depoimentos ao CPDOC. Río de Janeiro, Brasil: Pallas/CPDOC/FGV.

Leyes y convocatorias consultadas

Edital N° 1/2004-IRBr. Brasilia / DF. (2004, 26 de marzo). Concurso de Admissão à Carreira Diplomata (CACD). Recuperado de http://www.cespe.unb.br/concursos/_antigos/2004/IRBRBOLSA_2004/Arquivos/ED_2004_BOLSA_ABT__2_4.PDF

Edital 15/02/2005 – Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). Recuperado de http://www.cespe.unb.br/concursos/diplomacia2005/arquivos/ED_2005_IRBR_ABT.PDF

Edital 14/02/14 – Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). Decreto 6944 Recuperado de www.cespe.unb.br/concursos/irbr_14_diplomacia/arquivos/ED__1_IRBR_DIPLOMATA_2014.PDF

Edital N° 13, 11/12/15 – Concurso de Admissão à Carreira Diplomata (CACD). Recuperado de www.cespe.unb.br/concursoS/IRBR_15_DIPLOMACIA/arquivos/EDITAL_N_13_RESULTADOS_DO_CGGR.PDF

Congreso de Brasil. (2014, 9 de junio). Lei N° 12.990. Recuperado de www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12990.htm

Conferencias

Vainer Schucman, L. y Fachim, F. (2015, septiembre). Minha mãe pintou meu pai de branco’: afetos e negação da raça em famílias inter-raciais. Trabajo presentado en IV Jornadas de Estudios Afrolatinoamericanos del GEALA. Buenos Aires, Argentina.


Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.


Copyright (c) 2017 Mónica Velasco Molina

Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento 4.0 Internacional.